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Covid-19: ministro Eduardo Pazuello garante vacinação em janeiro

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (13/1), em pronunciamento em Manaus (AM), que o país começará a vacinação contra covid-19 ainda neste mês de janeiro. O general frisou que “ninguém receberá a vacina antes de Manaus”, ao mesmo tempo em que afirmou que o imunizante será distribuído simultaneamente em todos os estados, seguindo a proporção da população. “Manaus terá essa prioridade”, disse.

Pazuello vinha citando datas alternativas para início do plano de imunização contra a covid-19, sendo a mais otimista o dia 20 de janeiro. Outros períodos apontados seriam do dia 20 de janeiro a 10 de fevereiro; ou do dia 10 de fevereiro a início de março;

Ele reforçou que a distribuição da vacina será feita até quatro dias após a aprovação do uso emergencial feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está prevista para acontecer no próximo domingo (17), quando a diretoria colegiada da agência se reunirá para decidir sobre os pedidos do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). E ressaltou que, mesmo se não houver a autorização no dia 17 e a Anvisa se alongar até o dia 20 ou 22, ainda assim, a vacinação começará em janeiro.

Pazuello falou sobre as vacinas CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac, que no Brasil será produzida em parceria com o Instituto Butantan, e a de Oxford/Astrazeneca, que no país tem a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Neste momento, entretanto, são dois milhões de imunizantes de Oxford vindos da Índia e seis milhões de doses prontas vindas da China.

O ministro afirmou que o avião que buscará as doses de vacina na Índia sairá do Brasil ainda nesta quarta. “Hoje, decola o avião para ir buscar as duas milhões de doses da Índia. É o tempo de viajar, apanhar e trazer. Já está com o documento de exportação pronto”, disse.

Ele ressaltou que “a vacina induz a produção de anticorpos”, que não é “no dia seguinte”. “A literatura fala de 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20, e no dia 22 estar na rua fazendo festa. Nem vai resolver o problema de estrutura e tratamento precoce em Manaus. Nós não temos 30 dias, 60 dias, para esperar a imunização total. A vacina faz parte de uma estratégia, mas a estratégia principal é o que eu estou fazendo aqui, é o tratamento da Unidade Básica de Saúde (UBS). É o diagnóstico clínico feito pelo médico. O médico não pode se furtar de fazer o diagnóstico clínico”, disse.

Atraso

Apesar do atraso do Brasil no quesito início de vacinação em relação a outros países do mundo, Pazuello tem rebatido as críticas ao frisar que o país está no caminho certo. “Numa pernada, somos o país que mais imuniza no mundo em janeiro, sem contar fevereiro, março, abril, maio, junho, que entram as grandes quantidades de vacinas”, disse, ao falar sobre o início da aplicação das doses.

“Nós somos o país que mais imuniza no mundo. Sempre fomos. Nós vacinamos 300 milhões de doses por ano, e vamos fazer igual com a vacina contra covid-19. O resto é apenas pressão política, partidária, de bandeiras, de interesses particulares. Não saímos do nosso rumo nenhum minuto”, completou.

Levantamento feito na plataforma Our World In Data, da Universidade de Oxford, mostra que já foram aplicadas no mundo 29,4 milhões de doses. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 9,3 milhões de aplicações, seguidos pela China, com 9 milhões, Reino Unido, com 2,8 milhões, e Israel, com 1,9 milhões. Apesar dos números, o ministro fez questão de citar um país que ainda não começou a imunizar: o Japão. “O Japão, que é referência no mundo em termos de desenvolvimento, primeiro mundo, só começa a vacinar em março”, afirmou.

*FONTE:Correio Braziliense 

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Governo de SP diz que leitos de UTI podem acabar em 28 dias e anuncia reabertura de Hospital de Campanha de Heliópolis

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O estado de São Paulo pode esgotar sua capacidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 28 dias, caso o ritmo atual de novas internações por Covid-19 se mantenha. O cálculo, feito pelo governo estadual, foi apresentado em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22).

O governo paulista anunciou, durante o evento, novas restrições para tentar conter o avanço do coronavírus. As cirurgias eletivas estão canceladas em todos os hospitais públicos e conveniados do estado e o Hospital de Campanha de Heliópolis, na capital, será reativado.

Além disso, a quarentena no estado vai ficar mais restritiva à noite e aos finais de semana. O governador, João Doria (PSDB), prometeu ainda abrir mais de 750 novos leitos para vítimas da Covid-19 até o dia 25 de fevereiro

“Estamos abrindo 756 novos leitos de UTI em São Paulo e estamos reativando o Hospital de Campanha de Heliópolis para enfrentar essa segunda onda da pandemia em São Paulo e especialmente na Região Metropolitana. Serão reabertos 450 novos leitos de enfermaria e 306 de UTI em hospitais do estado de São Paulo”, disse o governador.

“Reabriremos também o hospital de campanha no AME de Heliópolis com 24 leitos de UTI, previsto para iniciar sua operação no dia 25 de fevereiro. Se for possível, abriremos antes”, completou.

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que o cancelamento das cirurgias eletivas vale para pacientes cujas vidas não dependem do procedimento cirúrgico.

“Estamos cancelando as cirurgias eletivas nos hospitais públicos e conveniados. Aqueles pacientes que precisarem das cirurgias eletivas porque tiverem de alguma forma algum risco para a sua vida, serão sim operados. Mas para aquele indivíduo que possa postergar o procedimento, a equipe médica assim o fará”, disse Jean Gorinchteyn

 

O estado já registra média diária de mortes por Covid-19 acima de 200 óbitos por dia há mais de 13 dias seguidos, o que não acontecia desde setembro de 2020.

Por conta da piora nos indicadores de saúde, todo o estado vai entrar na fase vermelha da quarentena aos finais de semana e a partir das 20h nos dias úteis.

A medida vale a partir da próxima segunda-feira (25). Tanto os novos óbitos quanto os novos casos de coronavírus estão com tendência de alta. Na terça, SP ultrapassou a marca de 50 mil mortes provocadas pela doença.

Fase vermelha à noite e aos fins de semana

 

Após mais uma semana de piora nos indicadores da Covid-19 em São Paulo, a gestão João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (22) regras mais restritivas de isolamento social, e determinou que todo o estado fique na fase vermelha do plano de flexibilização econômica aos finais de semana e feriadosNos dias úteis, a fase vermelha valerá das 20h às 6h.

Nela, apenas serviços essenciais como padarias, mercados e farmácias, podem operar. Bares, restaurantes e comércio não poderão funcionar com atendimento presencial.

Na capital paulista, a medida entra em vigor já no feriado da próxima segunda (25), aniversário da cidade. Para as demais regiões, a restrição aos finais de semana começa nos dias 30 e 31 de janeiro.

Além disso, cinco novas regiões regrediram à fase vermelha. A região de Marília, que já estava nesta fase, permanece no vermelho.

A capital paulista e a Grande São Paulo, além de outras três que estavam na amarela, passaram a ficar na fase laranja, que veta o funcionamento de bares. As demais regiões, que já estavam na laranja, não sofreram mudanças. Veja o mapa atualizado da quarentena em SP:

19ª atualização do Plano São Paulo — Foto: Reprodução

19ª atualização do Plano São Paulo — Foto: Reprodução

No início de janeiro, o governo fez alterações nas regras de funcionamento da fase laranja, e a tornou mais permissiva.

Desde o início do ano, o Plano São Paulo tem feito reclassificações semanais. No final de 2020, a gestão estadual chegou a colocar o estado na fase vermelha durante as festas de final de ano para tentar evitar aglomerações e, consequentemente, os riscos de contaminação.

O Plano São Paulo prevê regras mais restritivas da quarentena em regiões que apresentam grande aumento semanal de novas internações, mortes, casos ou taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Classificação atual no estado

 

Vermelha – só operam serviços essenciais

  • Marília
  • Franca
  • Presidente Prudente
  • Barretos
  • Bauru
  • Sorocaba
  • Taubaté

 

Laranja – bares não abrem, e demais serviços funcionam com restrições de horários e capacidade

  • Grande São Paulo
  • Araçatuba
  • Piracicaba
  • Ribeirão Preto
  • São José do Rio Preto
  • Registro
  • Araraquara
  • Baixada Santista
  • Campinas
  • São João da Boa Vista

 

O que funciona na Fase Laranja

 


(fase sofreu alterações no dia 5 de janeiro e passou a ser mais permissiva)

  • Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
  • Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores.
  • Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia.
  • Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
  • Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir.

 

O que funciona na Fase Amarela

 

  • A capacidade máxima passa a ser limitada a 40% de ocupação para todos os setores. Antes, o percentual variava por setor: academias podiam operar com apenas 30% da ocupação, por exemplo.
  • O atendimento presencial ao público pode ser feito apenas até as 22h, em todos os setores, exceto no setor de bares, que pode funcionar até as 20h.
  • O horário de funcionamento passa a ser limitado a 10 horas por dia para todos os setores. Antes, o horário variava por setor.

 

Serviços essenciais que podem funcionar na Fase Vermelha

 

  • Farmácias
  • Mercados
  • Padarias
  • Açougues
  • Postos de combustíveis
  • Lavanderias
  • Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô
  • Transportadoras, oficinas de veículos
  • Atividades religiosas
  • Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria.
  • Bancos
  • Pet shops

 

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Brasil tem campanha de vacinação ao ritmo do funk ‘Bum Bum Tam Tam’

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O funkeiro MC Fioti, para incentivar os compatriotas a se vacinarem contra o coronavírus, reescreveu a música que o tornou o primeiro brasileiro a atingir 1,5 bilhão de visualizações no YouTube… mas adaptada aos tempos de pandemia.
Dias depois de Brasília lançar a campanha nacional de imunização no país, que já lamenta quase 214 mil mortes por Covid-19, número apenas superado pelos Estados Unidos, MC Fioti espera que sua música, lançada nesta sexta-feira, se transforme no “hit da vacina”.
Retomando o seu sucesso ‘Bum Bum Tam Tam’, hit que o tornou um fenômeno no YouTube em 2017 com seu clipe em que apareceu com dançarinas do ventre ‘envolvidas’ pelo som da flauta que dita a melodia, Leandro Aparecido Ferreira – seu nome verdadeiro – adaptou a canção à moda sanitária.
O funkeiro substituiu a letra original pelo nome do instituto de pesquisas biomédicas do Butantan, responsável pelo desenvolvimento e produção da vacina chinesa CoronaVac no Brasil.
“A vacina envolvente que mexe com a mente / de quem tá presente. A vacina saliente / vai curar muita vida e salvar muita gente. Vem cá vacina, tam / Vem cá vacina tam tam tam”, canta na nova versão.
“A minha música foi lançada quatro anos atrás, e ela voltou a viralizar por conta da vacina e porque o instituto Butantan está fazendo ela, e assimilaram (nas redes sociais) a minha música com isso, e aconteceu”, explicou o músico de 26 anos à AFP.
Observando o fenômeno nas redes sociais, MC Fioti decidiu filmar um novo clipe no próprio Instituto.
O artista – que agora exibe cabelos tingidos de azul e tatuagens no braço e em uma das pálpebras – se misturou a cientistas durante as filmagens do clipe.
“O Butantan me apoiou 100%, fui muito bem recebido”, afirma. Os figurantes de seu novo clipe são os próprios funcionários do Butantan, que não hesitam em rebolar ao ritmo do funk nas escadarias e nas dependências deste instituto de prestígio localizado em São Paulo.
Ciência e funk
O governador do estado de São Paulo, João Doria, telefonou para o cantor para agradecer por “apoiar a ciência brasileira”.
É a primeira vez que as letras de um artista de sucesso do gênero abordam um tema científico.
“Vejo como totalmente normal que a ciência e a medicina apareçam no funk, pois o funk se adapta facilmente a qualquer assunto, ao contrário de outros estilos musicais que não ousariam fazer isso”, garante MC Fioti.
Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, o funkeiro lamenta que “um certo povo” tenha incentivado os cidadãos a não acreditar na ciência e a duvidar da utilidade de uma vacina.
“Me sinto muito satisfeito de participar disso, porque é o nosso funk e eu me comunico muito com a comunidade (…), e dentro das comunidades principalmente as pessoas não acreditam nisso. Fico feliz de estar participando através da música, de passar um incentivo para as pessoas (para que elas se vacinem)”, explica a artista que cresceu em um bairro carente da zona sul de São Paulo.
MC Fioti hoje mora ao lado do estúdio de gravação com a esposa e filha de um ano de idade. Quando alude às razões de seu sucesso mundial, as explicações vão muito além da ciência: “Acho que é simplesmente a vontade de Deus”, afirma.
 
“Salvar vidas”
“É claro que vou ser vacinado”, garante MC Fioti. “Meu medo é se a pandemia continuar, é o povo continuar morrendo. Se a gente tem uma vacina que pode salvar vidas, a gente tem que se salvar!”.
A campanha de vacinação no Brasil começou com profissionais da saúde, mas são muitas as dificuldades logísticas para entregar as doses ainda insuficientes a todas as partes do país, de 212 milhões de habitantes e tamanho continental.
O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, pediu esta semana a Bolsonaro que interceda junto a Pequim para que a China agilize o embarque dos suprimentos necessários para que o centro possa fabricar 40 milhões de doses da CoronaVac.
Apenas 22% da população brasileira não quer se vacinar, segundo o instituto de pesquisas Datafolha. Entre eles, o próprio Bolsonaro, um ferrenho crítico da vacina chinesa, a primeira a ser administrada no Brasil.
*FONTE: Diário de Pernambuco 

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Índia libera exportação e vacinas de Oxford chegam ao Brasil na sexta

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A Índia enviará, nesta sexta-feira (22/1), a primeira remessa de doses prontas da vacina da Universidade de Oxford com a AstraZeneca ao Brasil. Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro repostou a informação antecipada pela agência Reuters.

“O governo da Índia liberou as exportações de vacinas contra a covid-19, e as primeiras remessas serão enviadas nessa sexta-feira para o Brasil e Marrocos, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia”, escreveu Bolsonaro.

Mesmo com o incêndio no Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas e fornecedor das doses que virão ao Brasil, o envio não foi afetado, assim como a produção de vacinas contra a covid-19, segundo a imprensa indiana.

A expectativa é que os dois milhões de doses cheguem ainda nesta sexta-feira ao país. Apesar de pronta e à disposição do governo federal, a aeronave da Azul só será usada em um trecho interno, já que as próprias autoridades indianas se incumbiram de transportar os imunizantes

“A carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao Aeroporto de Guarulhos e, após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro”, informou o Ministério da Saúde.

Espera

Pouco antes, na manhã desta quinta-feira (21), o ministro Eduardo Pazuello havia dito que não havia data para a importação das vacinas. “Com relação à vinda das vacinas da Índia, as notícias são muito boas, mas não há a data exata da decolagem. Ela será dada nos próximos dias. Próximos dias é muito próximo, por causa da posição indiana nesse desenho, não nosso”, disse o ministro, após evento de lançamento do projeto ImunizaSUS, do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Desde semana passada, o Brasil espera a chegada das doses e programava iniciar a campanha de vacinação contando com o imunizante produzido em parceria com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca. Por enquanto, somente a CoronaVac está sendo distribuída à população.

No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem acordo de transferência tecnológica da vacina de Oxford. Porém, a fundação ainda depende da importação das doses prontas e do ingrediente farmacêutico ativos (IFA) neste primeiro momento. Até o fim do ano, a instituição planeja entregar 210,4 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

 

 

*FONTE:Correio Braziliese

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