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Câmara dos Representantes votará impeachment de Trump na 4ª

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votará nesta quarta-feira (13) se acusará ou não o presidente em fim de mandato, Donald Trump, de “incitar uma insurreição” que resultou na invasão do Capitólio na semana passada, o que poderá abrir um segundo processo de impeachment contra o republicano uma semana antes do fim de seu mandato.

O vice-líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, anunciou em conversa telefônica com os demais congressistas que a Casa se reunirá na quarta-feira às 9h (horário local; 11h de Brasília) para considerar a acusação política apresentada contra Trump.

Os democratas já têm os votos necessários para aprovar esse processo contra Trump durante a votação, disse no Twitter nesta segunda-feira um dos congressistas que redigiram a resolução, o democrata David Cicilline.

Uma maioria simples de 218 votos é necessária para aprovar o pedido de impeachment de Trump — ou menos, se houver ausências no plenário —, e os democratas contam com 222 assentos.

Se a acusação for aprovada, o Senado será obrigado por lei a iniciar um julgamento político de Trump, mas por enquanto não planeja retomar suas atividades pós-recesso até 19 de janeiro, um dia antes da posse de Biden.

Objetivo a longo prazo

Isso significa que o impeachment não resultaria na destituição de Trump, que teria deixado a Casa Branca quando o processo começasse, mas os democratas estão confiantes de que conseguirão outra consequência que o afetaria: a desqualificação para um futuro cargo político.

A resolução introduzida pelos democratas menciona esse objetivo, mas, para alcançá-lo, o Senado teria primeiro que reunir a maioria de dois terços necessária para condenar Trump pela acusação de “incitar a insurreição”.

Esse objetivo não será fácil, visto que o Senado está dividido em 50 cadeiras democratas e 50 republicanas, mas a bancada progressista está confiante que a ideia de desqualificar politicamente Trump ajudará a convencer alguns republicanos no Senado de que estão considerando concorrer às eleições presidenciais de 2024.

Somente se o Senado votar para condenar Trump poderá ser marcada outra votação para decidir sobre desqualificá-lo politicamente, algo que exigiria apenas uma maioria simples, de acordo com especialistas jurídicos.

O texto da resolução do impeachment indica que, ao encorajar a insurreição de seus partidários, Trump “colocou seriamente em risco a segurança dos Estados Unidos e de suas instituições de governo”.

“Ele ameaçou a integridade do sistema democrático, interferiu na transição pacífica do poder e colocou em perigo um ramo do governo. Ele, portanto, traiu sua confiança como presidente”, acrescentou.

O ataque de 6 de janeiro ao Capitólio ocorreu enquanto o Congresso se reunia para ratificar a vitória de Biden e resultou em cinco mortes, incluindo a de um policial. Outro agente que estava presente na ação cometeu suicídio três dias depois.

 

 

*FONTE:EFE

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Washington mantém esquema de segurança após posse de Biden

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Mesmo após a posse de Joe Biden na quarta-feira (20), o esquema de segurança da capital dos EUA, Washington, continua reforçado. 

Depois da invasão de apoiadores de Trump ao Capitólio no último dia 6, 25 mil homens da Guarda Nacional foram deslocados à Washington para evitar ataques e violência durante a cerimônia de Biden, e agora, as tropas continuam na cidade.

A correspondente da RecordTV nos EUA Luciana Camargo mostra no vídeo abaixo que ruas continuam bloqueadas e o lockdown imposto na cidade continua ativo.

*FONTE:R7

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Biden propõe à Rússia ampliação de tratado nuclear por 5 anos

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presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, propôs à Rússia uma ampliação de cinco anos do último tratado de desarmamento em vigor entre as duas potências nucleares, o Novo Start, que expira em 5 de fevereiro, disse nesta quinta-feira (21) a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

“Posso confirmar que os Estados Unidos buscarão uma prorrogação de cinco anos”, afirmou Psaki em entrevista coletiva ao ser perguntada com base em uma notícia do Washington Post que havia antecipado a informação.

Biden inicia mandato revertendo decisões do governo Trump

“O presidente deixou claro durante muito tempo que o Novo Start é do interesse nacional dos EUA. E esta extensão faz ainda mais sentido quando a relação com a Rússia é antagônica, como ocorre neste momento”, disse Psaki.

A porta-voz explicou que enquanto Biden quer trabalhar com o Kremlin para estender o tratado, a Rússia também deve “ser responsabilizada por suas ações imprudentes e conflituosas”.

Portanto, o novo presidente dos EUA pediu às agências de inteligência que fizessem uma avaliação completa da suposta interferência de Moscou nas eleições americanas de novembro do ano passado, o uso de armas químicas contra o opositor russo Alexei Navalny e recompensas russas ao Talibã em troca da morte de soldados americanos no Afeganistão.

Psaki não detalhou quando a comunidade de inteligência entregará a avaliação desses atos a Biden, nem revelou que tipo de ações o presidente dos Estados Unidos poderia tomar contra a Rússia.

Extensão por 5 anos

Quanto ao Novo Start, Biden teve a opção, assim como seu antecessor, Donald Trump, de buscar uma solução temporária para o tratado e prorrogá-lo por um curto período de tempo, mas defendeu a prorrogação por cinco anos, ou seja, até 2026, como estabelecido no pacto quando foi assinado em 2010.

Nesta semana, o Kremlin já havia dito que continuava empenhado em estender o Novo Start por cinco anos e esperava “propostas concretas” de Biden, que tomou posse ontem.

Nos últimos meses, o governo do ex-presidente Donald Trump tentou, sem sucesso, encontrar uma solução temporária e prorrogar o pacto por um curto período, mas nenhum acordo se materializou com o presidente russo Vladimir Putin, que em outubro tinha proposto uma prorrogação de um ano.

O principal ponto de atrito entre as duas potências foi a insistência do governo Trump de que a China fizesse parte das negociações, apesar da recusa do gigante asiático em se sentar à mesa de negociações, alegando que tem muito menos armas nucleares do que Washington e Moscou.

A Rússia, por sua vez, argumentou que a França e o Reino Unido, as outras duas potências nucleares declaradas membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, deveriam ser incluídas em qualquer caso.

O Novo Start limita o número de armas nucleares estratégicas, com um máximo de 1.550 ogivas nucleares e 700 sistemas balísticos para cada uma das duas potências, em terra, no mar ou no ar.

Especialistas temem que a expiração do Novo Start leve a uma nova corrida armamentista nuclear, pois pela primeira vez desde 1972 não haveria um acordo de controle de armas nucleares em vigor entre as duas maiores potências nucleares do mundo.

 

 

*FONTE:R7

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Ex-presidente do Banco do Vaticano é condenado a 9 anos de prisão

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ex-presidente do Banco do Vaticano, Angelo Caloia, foi condenado nesta quinta-feira (21) a 8 anos e 11 meses de prisão após ser considerado culpado de crimes de desvio de recursos e lavagem de dinheiro, por um tribunal do Vaticano.

Caloia, de 81 anos, foi chefe da entidade, conhecida oficialmente como Instituto de Obras de Religião (IOR_ entre 1999 e 2009. Com a sentença desta quinta, ele se tornou o funcionário de cargo mais alto no Vaticano a ser condenado por um crime financeiro.

Além dele, também foram condenados os advogados italianos Gabriele Liuzzo, 97, e seu filho Lamberto Liuzzo. Os dois atuavam como consultores do banco.

Os três homens foram acusados de participar de um esquema em que desviavam recursos enquanto administraram as vendas de imóveis na Itália que pertenciam ao banco entre 2001 e 2008. Eles teriam desviado dezenas de milhões de euros declarando valores muito menores do que os que tinham sido obtidos nas negociações

Gabriele Liuzzo recebeu a mesma sentença que Caloia, enquanto Lamberto foi condenado a uma pena menor, de 5 anos e 2 meses de prisão, por ter agido de forma imprópria.

*FONTE:R7

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