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CRIME BÁRBARO

Bisavó acusada de enterrar recém-nascida indígena vai a júri

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G1/MT – Flávia Borges

A Justiça determinou que a bisavó acusada de enterrar uma bebê indígena viva vá a júri popular.

A decisão é do juiz Conrado Machado Simão, da Primeira Vara Criminal e Cível de Canarana, a 838 km de Cuiabá.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), Kutsamin Kamayaura enterrou viva a bisneta Analu Paluni Kamayura Trumai no dia 5 de junho de 2018 logo após o nascimento da criança.

Ainda segundo a denúncia, Kutsamin Kamayaura auxiliou no parto de sua neta Maialla Paluni Trumai, de 15 anos de idade.

Na oportunidade, ela cortou o cordão umbilical que ligava Analu à mãe, enrolou a vítima Analu Paluni Kamayura Trumai em um pano, enterrando-a no quintal da casa, em uma cova de aproximadamente 50 centímetros.

Após uma denúncia anônima indicando que a família havia enterrado um recém-nascido no quintal da casa, a vítima foi resgatada por policiais militares, com o apoio da Polícia Civil.

Todo o resgate foi gravado em imagens de vídeo, momento em que se constatou que a vítima, apesar de enterrada à aproximadamente 6 horas, estava viva.

De acordo com o juiz, existem elementos mínimos para sustentação em plenário da qualificadora do meio cruel, tendo em vista que a vítima foi enterrada viva, incidindo o meio cruel por asfixia.

Também há elementos mínimos para que a acusação sustente em plenário a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima que, na qualidade de recém-nascida, não possuía nenhum meio para se defender.

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