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JOSÉ DE PAIVA NETTO

Apocalipse não é terror, é chamada à responsabilidade

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Arquivo Pessoal

Sobre a realidade confortadora e salvífica da Profecia de Deus, contida no Apocalipse, em 3 de abril de 1991, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, tive a oportunidade de, pregando, dirigir-me aos que me honravam com a sua atenção, nestes termos:

A Profecia serve para alertar, fortalecer e dar esperança. Ela assusta apenas os que não a querem estudar sob a Intuição de Deus, os quais, por isso, vivem atemorizados.

O Apocalipse de Jesus não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação. E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto, perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do medo.

Ao nosso encontro vêm essas confortadoras palavras da destemida religiosa mineira Madre Teresa de Jesus [do Brasil] (1898-1982): “A nossa dimensão profética tem que ser capaz de dar uma resposta que o tempo pede. E essa resposta tem que aparecer mesmo no meio de muita dor e contradição. Não podemos ser covardes. O medo não vem de Deus. É na fortaleza do Espírito Santo que está a nossa coragem(O destaque é meu.)

E o sacerdote católico chileno Pablo Richard, licenciado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Estudo Bíblico de Roma e doutor honoris causa de Teologia da Faculdade Livre de Teologia Protestante de Paris, inspiradamente concluiu: “O Apocalipse nos revela o sentido da história para manter vivas a esperança e a utopia, não para semear o medo e o terror.

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JOSÉ DE PAIVA NETTO

Povo liberto

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Um povo educado, ou melhor, reeducado na Fraternidade Ecumênica é uma grei liberta. É essencial ao progresso das massas populares que elas cresçam cada vez mais instruídas, educadas e espiritualizadas, pois, sem Amor e espírito solidário, não poderá haver qualquer sociedade em paz, portanto, com o ingresso a uma vida digna e mais auspiciosa, material e moralmente falando.
Malcolm X (1925-1965), islâmico, um dos grandes líderes negros norte-americanos, ao suplantar as contrariedades de sua inicialmente violenta e, por todo o percurso, sofrida existência, concluiu:
— As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram as que mudaram o pensamento dos homens acerca de si mesmos.
Seu exemplo aqui é corroborado por suas atitudes. Ele mesmo, ao viajar a Meca, percebeu que era possível conviver com pessoas de diferentes origens, opostamente ao que pensava. Ao voltar aos Estados Unidos, passou, para surpresa de muitos, a dirigir-se não só aos afrodescendentes, mas, sim, as diversas etnias, algo que o notável pastor norte-americano Martin Luther King Jr. (1929-1968), líder carismático, já compreendera e praticava.
Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, proclamava que
 
— governar é ensinar cada um a governar a si mesmo.
O jornalista e poeta cearense Paula Nei (1858-1897), muitas vezes injustamente lembrado apenas pela sua vida boêmia no Rio de Janeiro da belle époque*1, provou, contudo, entre outras qualidades, ser um ardoroso defensor do fim da escravidão no Brasil. Escreveu o seguinte, em carta de 10 de janeiro de 1881, endereçada aos fundadores da Sociedade Cearense Libertadora e publicada na seção “Página do Povo” do jornal Libertador, editado em Fortaleza/CE:
— No seio da sociedade “Dezenove de Outubro”, quando me dirigia àqueles colegas que comigo trabalhavam para a comemoração de uma data gloriosa na vida da mocidade cearense estudiosa, entendia, e repetia até, com demasiada insistência, que nenhum ato poderia mais e melhor significar nossas homenagens ardentes e nossas admirações sinceras por um dia tão faustoso, do que livrar das cadeias da ignóbil escravidão um indivíduo qualquer, que, transformado em cidadão no dia seguinte, e mais tarde educado no conhecimento dos seus direitos e dos seus deveres, pudesse auxiliar e honrar a sociedade com as luzes do seu espírito.
Em 1980, assegurei que a verdadeira alforria do ser humano ou, avançando ainda mais, do Espírito Imortal do indivíduo será aquela fortalecida pela cultura do respeito mútuo, cuja riqueza consiste na multiplicidade de ideias em favor da harmonia entre todos. E reitero: não há outro caminho que não seja o da Instrução e da Educação, iluminadas pelo sentido da Espiritualidade Ecumênica, que é Amor e Justiça, Ciência e Amor, para todas as etnias. Não nos esqueçamos ainda de que a boa saúde, física e da mente, é fundamental à conquista, por exemplo, de um bom empregoLibertar-se significa ter, acima de tudo, discernimento espiritual.
Pedro Apóstolo nos enche o Espírito da Sabedoria Divina ao nos conclamar, em sua Segunda Carta, 1:2 a 8:
Crescendo no Conhecimento de Deus
2 Graça e paz lhes sejam multiplicadas, pelo pleno Conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
3 Seu Divino Poder nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno Conhecimento Daquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude.
4 Dessa maneira, Ele nos deu as Suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem coparticipantes da Natureza Divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça.
5 Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento;
6 ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade;
7 à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor.
8 Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em sua vida, elas impedirão que vocês sejam inoperantes e improdutivos no pleno conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que assim seja!
Observaram bem, ó Cidadãos do Espírito?!
Não queiramos ser nós “inoperantes e improdutivos no pleno conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Por isso, eduquemos em nós essas qualidades da Alma espiritualmente esclarecida.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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JOSÉ DE PAIVA NETTO

Sobrepujar a Dor

Publicado

A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade justamente pela atitude que têm diante da Dor.

Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.

Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.

 

Não temer os desafios

A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo espiritual e físico exige sacrifício.

 

Vitória ao alcance

Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!

 

O negativismo atrasa o progresso

É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.

Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos, este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.

Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil, com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

[email protected]www.boavontade.com

 

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JOSÉ DE PAIVA NETTO

A Dor não é um fatalismo

Publicado

Paiva Netto

 

Infelizmente, até os dias que correm, costumamos, em geral, nos lembrar de Deus quando sérios problemas batem à porta da nossa vida. É o que mais se vê. No entanto, a despeito disso, Ele se manifesta com Seu Amor a todos os Seus filhos, independentemente de crenças ou descrenças, em suas várias gradações. É só observar os modelos notáveis de Fé, de superação da Dor, por toda a jornada humana.

E mais: a Promessa Dele acerca do fim da Dor punitiva— que só existe por consequência das más ações do ser humano —, encontramo-la justamente no Apocalipse de Jesus, 21:3 a 5, de acordo com a narrativa do Profeta de Patmos, João Evangelista:

 

“3 Então, ouvi grande voz vinda do trono [na Nova Jerusalém], dizendo: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão Seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.

“4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

“5 Então, Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”.

 

Como se vê, o Apocalipse de Jesus é principalmente um anunciador de alegrias. Seres humanos inclinados a só enxergar tristezas são os que o andam, pelos milênios, caluniando. Quanto às notícias referentes a punições e dores, elas foram semeadas por nós. Façamos, pois, a todo momento, as melhores semeaduras! Eis o recado do Profeta Jó, desde o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 34:11: “Pois Deus retribui ao homem segundo as suas [próprias] obras (…)”.

E também em Salmos, 37:4: “Regozija-te no Senhor, e Ele concederá o que deseja o teu coração”.

Não são de hoje, portanto, os alertamentos.

E vejam mais o que o Pai Celestial revela, agora por intermédio do Profeta Isaías, no Antigo Testamento, 65:17 a 19:

 

“17 Porque eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas nem mais se recordarão.

“18 Mas vós festejareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que instituo para Jerusalém uma alegria e, para o seu povo, regozijo.

“19 E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem de clamor.

 

Quando isso ocorrerá? As Profecias se cumprem no Tempo de Deus, cuja contagem difere do calendário humano. Mas cada um pode apressar ou não a vivência dessa época bem-aventurada de acordo com seu empenho pessoal em construí-la.

O eminente educador, político, jornalista e médium brasileiro Eurípedes Barsanulfo (1880-1918), em mensagem espiritual transmitida pelo sensitivo legionário Chico Periotto, realçou a necessidade de não nos apegarmos ao sofrimento, e sim encararmos os desafios, desvencilhando-nos deles e perseverando na construção de tempos mais auspiciosos: “Tropeços e percalços que atravancaram a nossa felicidade, não obstante as chagas que nos impõem a dor, descarreguemo-los como um para-raios no chão que nos abriga, pois surgem novos tempos de amor e alegria”.

A Dor não é um fatalismo na vida humana. Nós é que a criamos. Paremos um pouco para pensar e reconheçamos essa realidade. Se fizermos por merecer, o que nos espera é o melhor possível.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

[email protected]www.boavontade.com

 

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