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Política Nacional

Agenda da próxima semana

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SEGUNDA-FEIRA (15)

10 horas
Sessão Solene
Homenagem ao 59º aniversário de Brasília.
Plenário Ulysses Guimarães

14 horas
Comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; de Desenvolvimento Urbano; de Direitos Humanos e Minorias; e de Legislação Participativa 

Audiência pública para debater as mudanças propostas para o setor de saneamento na Medida Provisória 868/18 e a consulta pública do Plansab.
Foram convidados, entre outros, a secretária de Juventude da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Renata Vallim; e as representantes do Observatório das Metrópoles, Ana Lúcia Britto; e da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro.
Evento interativo pelo e-Democracia
Auditório Nereu Ramos

14 horas
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Discussão sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19).
Plenário 1

14 horas
Plenário

Sessão de debates.
Plenário Ulysses Guimarães

16 horas
Votações em Plenário

Entre os itens em pauta está a Medida Provisória 859/18, que limita a taxa de risco de empréstimos a santas casas e hospitais filantrópicos sem fins lucrativos.
Plenário Ulysses Guimarães

17 horas
Frente Parlamentar Mista da Educação

Reunião para definição dos planos de trabalho.
Plenário 10

TERÇA-FEIRA (16)

9 horas
Sessão Solene
Homenagem ao Dia Nacional do Exército.
Plenário Ulysses Guimarães

9 horas
Comissão de Educação

Audiência pública sobre Empresas Juniores: Ajudando a construir universidades empreendedoras.
Foram convidados o presidente da Brasil Júnior, Renan Nishimoto; e o coordenador do projeto Universidades Empreendedoras da Brasil Júnior, Lucas Martins.
Plenário 10

9 horas
Comissão de Legislação Participativa
Audiência pública sobre a jornada de trabalho dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Foram convidados, entre outros, o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri Carlos da Silva; e a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba, Renata Ramalho da Cunha Dantas.
Evento interativo pelo e-Democracia
Plenário 9

9 horas
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público
Seminário para discussão do regime próprio e do regime geral da reforma da Previdência e das implicações da retirada do trabalhador aposentado do depósito do FGTS e da multa de 40% aplicada em caso de demissão sem justa causa ou de 20% com justa causa.
Evento interativo pelo e-Democracia
Auditório Nereu Ramos

9 horas
Comissão Mista sobre a MP 868/18

Medida provisória que reformula o marco legal do saneamento básico.
Audiência pública.
Foram convidados, entre outros, representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional; da Confederação Nacional dos Municípios (CNM); e da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe).
Evento interativo pelo e-Cidadania
Plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado

9 horas
Comissão Mista sobre a MP 866/18

Medida provisória que divide as atribuições da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para criar a NAV Brasil.
Votação do relatório do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Plenário 13 da ala Alexandre Costa, no Senado

9h30
Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia

Votação de requerimentos.
Plenário 15

9h30
Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional

Votação de requerimentos.
Plenário 3

9h30
Comissão de Seguridade Social e Família

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 7

10 horas
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
Pauta a definir.
Plenário 1

10 horas
Comissão de Cultura

Votação de projetos e requerimento.
Plenário 12

10 horas
Comissão de Finanças e Tributação

Votação de projeto e requerimentos.
Plenário 4

10 horas
Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 13

10 horas
Comissão de Desenvolvimento Urbano

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 16

10 horas
Comissão de Educação

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 10

10 horas
Comissão Mista sobre a MP 875/19

Medida provisória que cria auxílio emergencial para vítimas de Brumadinho (MG).
Votação do plano de trabalho da comissão.
Plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado

10 horas
Comissão Mista sobre a MP 862/18

Medida provisória que autoriza o DF a instituir uma região metropolitana com municípios limítrofes ao seu território.
Votação do relatório.
Plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado

10h30
Comissão de Viação e Transportes

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 14

13 horas
Comissão do Esporte
Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 4

14 horas
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

Audiência pública para debater as perspectivas de atuação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; medidas anunciadas pelo ministério em relação à campanha "Salve uma Mulher"; e acordo de cooperação técnica de enfrentamento à violência doméstica.
Foi convidada a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.
Plenário 13

14 horas
Comissão de Turismo

Votação de requerimentos.
Plenário 3

14 horas
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Votação de requerimentos.
Plenário 8

14 horas
Comissão de Seguridade Social e Família
Audiência pública para debater a importância do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Foram convidados, entre outros, a secretária executiva do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Juliana Casemiro e Rozi Billo; e o coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Renato Maluf.
Evento interativo pelo e-Democracia
Plenário 7

14h30
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público

Audiência pública com o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, sobre a recente divulgação de vídeo, através de rede social do Palácio do Planalto, em defesa do golpe militar de 1964.
Plenário 12

14h30
Comissão de Minas e Energia

Audiência pública para debater a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Foi convidado o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.
Plenário 14

14h30
Comissão Mista sobre a MP 869/18

Medida provisória que cria a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Audiência pública para debater o tratamento de dados no setor privado, o tratamento automatizado e o direito à explicação.
Foram convidados, entre outros, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza; a coordenadora da Subcomissão de Assuntos Jurídicos e Compliance de Dados da Federação Brasileira de Bancos – (Febraban), Annette Pereira; e o representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Marcelo Bechara de Souza Hobaika.
Evento interativo pelo e-Cidadania
Plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado

14h30
Comissão Mista sobre a MP 863/18

A medida provisória altera o Código Brasileiro de Aeronáutica.
Votação do relatório do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).
Plenário 3 da ala Alexandre Costa, no Senado

14h30
Comissão Mista sobre a MP 867/18

Medida provisória que prorroga até 31 de dezembro de 2019 o prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Audiência pública.
Foram convidados, entre outros, representantes dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Meio Ambiente; e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);
Evento interativo pelo e-Cidadania
Plenário 9 da ala Alexandre Costa, no Senado

14h30
Comissão Mista sobre a MP 861/18

Medida provisória que cria a região metropolitana do Distrito Federal.
Votação do relatório.
Plenário 7 da ala Alexandre Costa, no Senado

16 horas
Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social (Suas
)
Lançamento da frente.
Salão Nobre

16 horas
Votações em Plenário

Propostas remanescentes do dia anterior.
Plenário Ulysses Guimarães

16h30
Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado

Audiência pública para debater o sistema penitenciário brasileiro.
Foram convidados o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme de Oliveira; o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho; e o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Victor Hugo Palmeiro de Azevedo Neto.
Evento interativo pelo e-Democracia
Plenário 6

QUARTA-FEIRA (17)

9 horas
Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Lotéricos
Lançamento da frente.
Salão Nobre

9 horas
Comissão Mista sobre a MP 870/19

Medida provisória que estabelece a estrutura dos ministérios do governo federal.
Votação do plano de trabalho e de requerimentos.
Plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado

9 horas
Votações em Plenário

Análise de propostas remanescentes do dia anterior e de acordos internacionais.
Plenário Ulysses Guimarães

9h30
Grupo de Trabalho sobre Legislação Penal e Processual Penal
Audiência pública.
Foram convidados, entre outros, a doutora em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Eloísa Machado de Almeida; o diretor da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), Elias Miler; e o professor Humberto Barrionuevo Fabretti.
Plenário a definir

10 horas
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 6

10 horas
Comissão de Defesa do Consumidor

Votação de requerimentos.
Plenário 8

10 horas
Comissão de Minas e Energia

Votação de projetos e requerimentos.
Plenário 14

10 horas
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Audiência pública para discussão dos resultados da reavaliação toxicológica do Glifosato realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Foram convidados, entre outros, o diretor-presidente da Anvisa, Wiliam Dib; o pesquisador e consultor em Ciência e Tecnologia na Agropecuária, David Hathaway; e o técnico da Divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria de Saúde do Paraná, Alfredo Benatto.
Evento interativo pelo e-Democracia
Plenário 2

14 horas
Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Votação de requerimentos.
Plenário 9

14 horas
Comissão Mista sobre a MP 871/19

Medida provisória que, entre outros pontos, institui o programa especial para análise de benefícios com indícios de irregularidade e o programa de revisão de benefícios por incapacidade.
Votação do plano de trabalho e de requerimentos.
Plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado

14h30
Comissão Mista sobre a MP 869/18

Medida provisória que cria a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Audiência pública para debater o compartilhamento e proteção de dados na saúde e na pesquisa científica.
Foram convidados, entre outros, o diretor-adjunto da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Daniel Meirelles Fernandes Pereira; o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, Rodrigo Murtinho de Martinez Torres; e o diretor-presidente do Centro de Pesquisa Independente em Direito e Tecnologia (InternetLab), Dennys Antonialli.
Evento interativo pelo e-Cidadania
Plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado

16 horas
Votações em Plenário

Análise de propostas remanescentes da sessão anterior.
Plenário Ulysses Guimarães

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Política Nacional

Lula fecha com oito partidos; Bolsonaro reúne três siglas

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Na véspera do fim do período das convenções partidárias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu formar o maior bloco partidário na disputa presidencial. Além do PT, Lula tem agora apoio de sete siglas. O presidente Jair Bolsonaro é candidato à reeleição em uma coligação com seu partido, o PL, e mais duas legendas. A representatividade de partidos em uma aliança é importante porque se traduz em maior tempo de propaganda no rádio e na TV e mais fundo eleitoral à disposição do candidato. Também costuma assegurar capilaridade da busca por votos nos Estados.

 

A candidatura petista terá o apoio de PSB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, PCdoB e PV. Juntas, as legendas elegeram 130 deputados, 12 senadores e oito governadores em 2018. A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral na rádio e na TV, o que significa que Lula terá mais exposição midiática que seus concorrentes.

 

Nesta quinta, 4, o deputado André Janones (Avante-MG) abriu mão de sua candidatura para apoiar Lula. O anúncio ocorreu após reunião entre Janones e o petista em São Paulo. Para receber o apoio, Lula prometeu um novo Bolsa Família no valor de R$ 600, caso seja eleito em outubro – uma pauta defendida por Janones.

 

Além de acrescentar tempo de TV, Janones é um cabo eleitoral eficiente nas redes sociais. Não à toa, antes mesmo de chamar jornalistas para anunciar sua desistência, o deputado mineiro fez uma live no Facebook, plataforma na qual tem oito milhões de seguidores, para anunciar a adesão ao petista. Lula também pode ter o apoio de um nono partido, o PROS, mas um acordo depende do desfecho de uma disputa judicial que envolve duas alas da legenda que travam uma queda de braço pelo comando partidário.

 

Ainda que a eleição de 2018 tenha mostrado que tempo de TV e recursos financeiros não garantem que um candidato vença – Geraldo Alckmin ficou em quarto e teve 22 vezes mais tempo que Bolsonaro -, analistas políticos avaliam que o fenômeno não deve se repetir em 2022. ‘As eleições de 2018 foram marcadas por vários processos, como os protestos de 2013, impeachment de Dilma, Lava Jato, que geraram forte sentimento antipolítica entre o eleitorado‘, disse o cientista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral.

 

O também cientista político e professor do Insper Leandro Consentino avaliou que o principal motivo para os acordos partidários não é ideológico, mas fortalecer o financiamento e a propaganda das candidaturas. ‘O que norteia esses acordos não é a ideologia, mas um interesse sobretudo de dispor de um tempo de TV maior e o acesso a recursos. Isso é fundamental para os partidos que queiram se apresentar.‘

 

Carazza e Consentino consideram que os instrumentos de propaganda e fundo eleitoral vão ter importância. ‘Dá para dizer que essa lógica sofre um abalo em 2018, com a vitória de Bolsonaro, mas ela não está posta em xeque totalmente‘, afirmou Consentino.

 

A campanha de Lula tenta evitar o clima de ‘já ganhou‘, mas não esconde o desejo de atrair voto útil de outras candidaturas para vencer no primeiro turno. De acordo com o deputado e presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, a recente negociação de Lula com o PROS e o Avante aumenta a possibilidade de a eleição ‘terminar no primeiro turno‘.

 

No entanto, a cúpula petista não subestima a capacidade eleitoral de Bolsonaro de diminuir a vantagem e levar a disputa para o segundo turno. O partido, inclusive, já chegou a contratar pesquisas para saber o impacto eleitoral do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 e outros benefícios sociais articulados pelo governo e que começam a ser pagos em agosto.

’Curva’

 

Bolsonaro conseguiu atrair para sua chapa a adesão do Progressistas e do Republicanos. Em 2018, o PL e as outras duas legendas elegeram 101 deputados, sete senadores e um governador. ‘A curva é favorável já há algum tempo. Assim que começar a campanha as coisas vão entrar em seu devido lugar‘, afirmou o líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes (RJ).

 

O prazo para as convenções partidárias termina nesta sexta, 5. Ontem, o Podemos decidiu que vai apoiar a candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet (mais informações nesta página). A aliança já conta com PSDB e Cidadania, que indicaram a senadora tucana Mara Gabrilli (SP) para ser candidata a vice. O MDB, o Podemos, o PSDB e o Cidadania elegeram 82 deputados, seis governadores e 11 senadores há quatro anos. Inicialmente, o Podemos pretendia lançar o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro como candidato a presidente, mas ele trocou o partido pelo União Brasil e hoje é candidato ao Senado pelo Paraná.

 

Solos

 

Já Ciro Gomes, que está em terceiro lugar nas pesquisas, só tem o PDT. O partido elegeu 28 deputados, dois senadores e um governador em 2018, colocando o cearense em quinto lugar no ranking das alianças partidárias. O ex-governador do Ceará ainda não tem candidatura a vice definida, mas já disse que prefere uma mulher para o posto. De acordo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, Suely Vilela, ex-reitora da Universidade de São Paulo (USP), ‘está no páreo‘, mas ainda não há uma decisão. ‘Não temos favorita ainda‘, disse Lupi.

 

Soraya Thronicke também conta apenas com o União Brasil. Mas, mesmo sem fechar aliança com nenhum outro partido, sua sigla, resultado da fusão entre PSL e DEM, elegeu 81 deputados, oito senadores e cinco governadores em 2018.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política Nacional

Sem citar nomes, Bolsonaro diz ter sofrido chantagem em escolhas de ministros

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que sofreu chantagem durante as escolhas de ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal) e para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele, porém, não citou nomes de quem teria feito tais pressões nem apresentou provas sobre elas.

“Essas pessoas que o tempo todo ficam: ‘olha o teu futuro, você tem que fazer isso’, ‘eu não quero esse nome no STJ, tem que ser aquele outro'”, disse o presidente, simulando falas de coação que teria ouvido durante as escolhas dos nomes para as cortes.

“Para o Supremo, a pressão que eu sofri. ‘Não quero o André Mendonça’. Mas eu tenho um compromisso com os evangélicos! ‘Ah, mas não quero. Tua família deve aqui’. Chantagem!”, emendou Bolsonaro.

As falas ocorreram em um encontro de pastores evangélicos da CGADB (Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil), na manhã desta quinta-feira (4), em Guarulhos (SP).

O ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato bolsonarista ao Governo de São Paulo, participou do evento, assim como o também ex-ministro Marcos Pontes (PL), candidato ao Senado pela chapa de Tarcísio.

Os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Carla Zambeli (PL-SP) e Marcos Feliciano (PL-SP) também estiveram na solenidade.

O chefe do Executivo federal alegou estar sendo “ameaçado de cadeia quando deixar o governo”.

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Política Nacional

Como funciona o consignado para o Auxílio Brasil; saiba os cuidados

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As famílias que fazem parte do Auxílio Brasil poderão usar o valor recebido para contratar crédito consignado. A lei nº 14.431, que permite a operação, foi publicada nesta quinta-feira (4), no Diário Oficial da União.

 

A medida também amplia a margem de empréstimo para até 40% do rendimento aos empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e aos segurados da Previdência Social.

A modalidade é concedida a quem tem salário, aposentadoria ou benefício creditados em conta-corrente. Pelo fato de o valor ser descontado diretamente da folha de pagamento ou da aposentadoria do cliente, trata-se de uma opção de empréstimo fácil e que tem uma das menores taxas do mercado.

 

A taxa-limite passou em dezembro de 2021 a 2,14% ao mês para o empréstimo pessoal consignado e a 3,06% ao mês para o cartão de crédito.

 

“A iniciativa dá acesso a empréstimos bancários a uma população que, em geral, não tinha essa possibilidade. Em agosto, são 20,19 milhões de famílias beneficiadas pelo programa de transferência de renda”, afirma o Ministério da Cidadania, em nota.

 

Segundo a pasta, a medida permite que os beneficiários do Auxílio Brasil possam solicitar o consignado de até 40% do valor do repasse permanente de R$ 400. Desta forma, o cidadão poderá ter até R$ 160 neste modelo de empréstimo. A partir deste mês, até dezembro, o valor do Auxílio Brasil passará de R$ 400 para R$ 600.

 

Benefício de Prestação Continuada

As pessoas que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) podem contratar o microcrédito consignado desde março, quando foi editada a medida provisória nº 1.106, que deu origem à nova lei. Os beneficiários do BPC poderão comprometer até 40% dos valores recebidos mensalmente, sendo 35% para empréstimos e financiamentos, por exemplo, e 5% para pagamento de cartão de crédito consignado ou saque pelo cartão.

 

O BPC transfere um salário mínimo (R$ 1.212) às pessoas com deficiência e aos idosos em vulnerabilidade social. O crédito consignado, portanto, pode chegar a R$ 484,80.

 

“A possibilidade de ter crédito bancário consignado era restrita a servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS e assalariados do setor privado. Em geral, os empréstimos neste modelo têm juros mais baixos, pois o risco de inadimplência é menor, já que o valor da prestação é descontado diretamente na fonte pagadora”, afirma o ministério.

 

No caso dos programas de transferência de renda, os valores retidos pelo Ministério da Cidadania na folha de pagamento serão repassados à instituição financeira que concedeu o empréstimo ao beneficiário.

 

Veja como funciona o consignado

• O empréstimo consignado é descontado automaticamente das parcelas em folha de pagamento ou benefício.

 

• Os beneficiários do Auxílio Brasil poderão fazer empréstimos de até 40% do valor do benefício e autorizar a União a descontar o valor da parcela dos repasses mensais.

 

• De acordo com o texto, a responsabilidade sobre a dívida “será direta e exclusiva do beneficiário. A União não poderá ser responsabilizada, ainda que subsidiariamente, em qualquer hipótese”.

 

• A ampliação da margem para até 40% vale também para militares da ativa e da inatividade remunerada das Forças Armadas, do Distrito Federal e dos ex-territórios federais; para servidores públicos federais inativos; para empregados públicos federais da administração direta, autárquica e fundacional; e para pensionistas servidores e militares das Forças Armadas, do Distrito Federal e dos ex-territórios.

 

Riscos

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alerta sobre os riscos de fraudes ou assédio. Segundo a entidade, não existe nenhum tipo de empréstimo em que a pessoa tenha que fazer qualquer tipo de pagamento antecipado, seja de impostos, de preenchimento de cadastro ou de supostos adiantamentos de parcelas.

 

“Em todas as operações de crédito regulares, o cliente recebe o dinheiro e não tem que pagar nada para obter o empréstimo. Desconfie de sites na internet que ofereçam crédito com condições vantajosas. Sempre pesquise e verifique se a instituição é autorizada pelo Banco Central a oferecer empréstimos”, orienta.

 

O diretor executivo de sustentabilidade, cidadania financeira, relações com o consumidor e autorregulação da Febraban, Amaury Oliva, afirma que, em primeiro lugar, a parcela precisa caber no bolso do consumidor e não pode comprometer o pagamento de outras contas.

 

“É muito importante conferir as regras com o banco antes de assinar o contrato, e nunca aceitar propostas pelo telefone, sem ler antes o que está contratando. O consumidor também não deve contratar empréstimos em nome de terceiros, sob o risco de acabar se enrolando e ter de pagar a dívida até o fim. Em algumas modalidades, como no consignado, os prazos costumam ser longos, de até 120 meses”, esclarece o diretor.

 

Confira a seguir as dicas para a contratação de empréstimos da Febraban

• Os bancos nunca ligam para o cliente pedindo senha, número do cartão ou outras informações sigilosas.

 

• Não existe nenhum empréstimo em que a pessoa precise fazer qualquer tipo de pagamento antecipado, seja de impostos como o IOF, taxas falsas de cadastros ou antecipação de parcela.

 

• Caso receba uma proposta aparentemente vantajosa e atrativa, o consumidor deve desligar a ligação, pegar o número de telefone que está no cartão do banco e ligar de outro telefone para tirar dúvidas e entender melhor a história.

 

• Deve, ainda, pedir que enviem a proposta por escrito para ver se ela confere com as promessas verbais.

 

• Na portabilidade de crédito, a liquidação da operação em aberto ocorre entre as instituições financeiras sem qualquer desembolso por parte do consumidor.

 

• Ao receber o pedido de portabilidade, a instituição financeira originadora (detentora do contrato original) pode procurar o consumidor para confirmar se o pedido realmente partiu dele. Pode, até, oferecer condições mais vantajosas para que o consumidor mantenha seu contrato, mas é obrigada a acatar a sua vontade.

 

• Se desconfiar da oferta, o consumidor pode sempre procurar os canais da instituição financeira para confirmar se quem fez a oferta presta serviço ao banco.

 

• Em caso de devolução de crédito consignado por arrependimento ou contratação não solicitada, é importante que o consumidor procure os canais de relacionamento do banco e nunca faça depósitos em contas de terceiros.

 

• Ao desconfiar de irregularidades, o consumidor deve contatar o SAC do banco e registrar a sua reclamação.

 

• Caso não fique satisfeito com a resposta, pode recorrer à ouvidoria ou registrar a reclamação na plataforma consumidor.gov.br.

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