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Rosário Casalenuovo Júnior

A arte é única e o artesanato é repetição

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Como está a arte no Brasil? Num país de luta para sobreviver, ser artista é meio que padecer. Mas, porém, no entretanto, temos tantos artistas que são milionários. Como são a arte deles? Uma dica para quem quer entrar para o círculo desses que ganham dinheiro com a arte: seja artesão e não artista.

O artista tende a apenas fazer a arte e quanto melhor e mais inovador, menos compreendido e isolado, pode nem ser reconhecido em vida, como Van Gogh.   A arte vem da alma, vem do céu, vem de Deus (para aqueles que acreditam Nele), vem da inspiração, da expressão. A arte é inovadora, é única, é incomparável. Mas também é de difícil assimilação e compreensão. Quanto mais diferenciada e inovadora a arte, teremos menos admiradores  que a compreenderão.  A arte é solitária, quanto mais distinta e grandiosa, mais isolada fica. Uma música, dificilmente será digerida se for arte e por isto o compositor fica excluído do montante. Junta-se aos passarinhos, que cantam, cantam e cantam na sua janela e se retiram sem esperar aplausos.

As melhores músicas estão no lado B do disco de vinil.  Agora que é CD que é um lado só, elas devem ficar escondidas entre as músicas que são feitas sem alguma inovação para serem aceitas pelo povão e vender a obra. Mas aí as composições para enriquecer o artista ou melhor o artesão, não pode ser tipo, “Chovendo na Roseira “do Tom Jobim, nem “Trem Caipira “do Vila Lobus, muito menos “Passarinhadeira “do Guinga. Ela deve ser igual a todas que já foram feitas em série. Todas iguaizinhas , idênticas. Então isto é artesanato e o artista um artesão. Viram a diferença? A arte é única e o artesanato é repetição. Mas o artesanato um dia foi arte. Uma única vez. Na segunda ele virou produção e deixou de ser criação.  O artista sente e se expressa, o artesão se adestra e aperfeiçoa. Nada contra, tudo a favor. Mas temos música para a alma e músicas para o corpo. As da alma são para serem sentidas e entendidas as do corpo curtidas, para animar as festas e não para serem ouvidas.

Agora,  Deus é então um artesão ou artista? Tenho muita segurança que todos os que creem que existe um Grande Arquiteto do Universo, ou que seja Allah, ou Deus mesmo, dirão que é Artista e não artesão.  Mas porque o homem tenta ser igual ao outro? Pior, vê como inimigo aquele que pensa diferente., ou que tem uma religião que não é a  dele. Até mesmo o partido político, sexo, cor, cabelo, roupa., etc. “Nós queremos que todos sejam iguais a gente”. Então Deus é um Artesão. Faz em repetições, tudo igual. Por isto o Japão é bem evoluído , talvez por que Deus fez por último e aprimorou a semelhança. Todos quase iguais. Desculpe a brincadeira, pois são um dos que mais respeitam a individualidade.

Ao meu ver, a maior riqueza da humanidade são as diferenças entre as pessoas. A nossa evolução é maior na miscigenação das raças, etnias, culturas, genéticas, ou seja, quanto mais desigual melhor. Mas para isto temos que permitir,  tolerar,  ser grato, admirar quem é oposto.  O hábito mais destruidor do ser humano é a comparação entre si. Da comparação vem a inveja, a formação do ego, a baixa autoestima ou a hiper autoestima.  Nenhum ser pode ser comparado com o outro.

O anjo cupido prefere flechar os corações dos opostos, que acabam se amando e casando. Mas depois tendem a brigar e até separar. (Nem todos.)  E em um novo casamento se encantam pelo mesmo tipo. O oposto. RS .  É assim que Deus pode preferir , pois nas diferenças evoluímos,  temos o dom de sermos perfectíveis ou seja poderemos um dia ser perfeitos. Melhor nem esperar este dia,  é prazeroso é estar em crescimento a sempre aprendendo e assim teremos em cada um de nós  um universo incrível.  Quanto a música arte ( única ) deverá ser mais valorizada do que a música artesanato (todas iguais) . Teremos um dia todos humanos , um ser diferente, do jeito dele, com o cabelo dele , com a roupa que combina com seu tipo de corpo, idade. Todos terão o seu lugar para ocupar e navegar em um mar azul. O sexo, não se quererá saber a opção sexual, sexo será para 4 paredes, assim o amor é sentido pela alma e não pelo corpo e na rua, vê-se apenas  pessoas necessárias e fundamentais  para o universo e nada mais. Assim Deus  se sentirá um Artista.

Rosário Casalenuovo Júnior é presidente da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR-MT) e escreve sobre saúde e filosofia.

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Rosário Casalenuovo Júnior

Amalgama dental, um veneno silencioso

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Aquela restauração escura que a maior parte das pessoas possuem é considerada a mais duradoura e resistente de todas, os pacientes relatam que elas são de estimação, estando no dente há 20, 30 anos. Realmente no ponto de vista como material restaurador preenche todos os requisitos, protegendo o dente da transmissão de temperatura, dilatação, infiltração, resistência e durabilidade. Somente a estética compromete.

 

O sonho de consumo dos dentistas era ter um amalgamador que misturasse a limalha de prata com o mercúrio para ser colocado no dente, senão teria que fazer com um recipiente de vidro fosco chamado grau e um outro denominado pistilo. O dentista   teria que colocar os materiais na dosagem certa e misturar amassando com o pistilo que seria como um socador de alho contra a cumbuca, porém, bem menor. Como dentista que já sou, há alguns anos, fiz muitos amalgamas manualmente, depois veio a resina que tem a cor do dente e passou a ser a preferência dos pacientes. Que dizem, “eu não quero aquelas obturações escuras, prefiro as da cor do dente”, outros pacientes dizem, “troquei todas escuras pelas as de resina” e aqueles que ainda possuem, falam “meu dentista disse que é melhor não trocar, pois elas estão aí há muito tempo e está tudo bem”.

 

Com o surgimento da Odontologia Biológica, passou a vir o questionamento dos materiais que causam danos para a saúde e este “santo amalgama” passou a se mostrar um agressor para a saúde humana devido ao mercúrio que evapora em baixas temperaturas, bastando apenas esfregar o alimento durante a mastigação. Este vapor passa a ser absorvida pelo organismo através da mucosa que tem poder de reabsorção maior que o estômago. Ou seja, se for colocado um medicamento embaixo da língua, a absorção é maior que engolindo. O mercúrio afeta os neurônios que são encapados com uma bainha de mielina que na presença do mercúrio ela é reabsorvida deixando o com baixo poder de condução de estímulos nervosos.

 

Com isso, na visão da Odontologia biológica, que é muito forte na Alemanha, Canadá e EUA, o uso desse material não é o mais apropriado nos dentes. Mas, sua remoção, passa a ser pior que ficar com ele, sem os cuidados adequados. Para se retirar, usa-se uma broca de alta rotação, para desgastar e formar um pó que nunca poderia entrar em contato com a mucosa bucal, língua, garganta, além do vapor do mercúrio que passa a ser inalado, tanto pelo paciente como pelo dentista e sua atendente, indo direto para o pulmão. Para proteger o organismo na remoção destas restaurações, foi desenvolvida técnicas adequadas que devem ser seguidas com critério e cuidado.  O mercúrio é um metal pesado que dificilmente é eliminado pelo organismo. Se encontra com facilidade pessoas com tremores e dificuldade motora por ter ingerido peixes contaminados por este metal.

 

Outro fator negativo desse recurso é o fato de ele ser metal que possui uma carga elétrica extremamente acima das células e principalmente dos nervos do próprio dente e regiões anexas, que pelo conceito da Terapia Neural e Odontologia Neuro-focal, ciência desenvolvida inicialmente na Alemanha em 1920, depois Rússia e na sequência difundida mundo afora e recentemente chegou ao Brasil. Considera o metal um campo de interferência ao Sistema nervoso levando a desequilíbrios patológicos, funcionais e emocionais, assim como os implantes dentais de metal. Por isso que eu sugiro a meus pacientes os implantes de zircônia (cerâmica) por não ter eletricidade, é neutro e também por ser de cor branca não deixa a gengiva cinza.

 

A odontologia brasileira está ainda muito inocente e mecanicista diante deste problema muito sério, visando apenas a estrutura e a estética, tendo a tecnologia como diferencial mas  muito distante da biologia, submetendo os pacientes a este mal orgânico, porém muito mais intensamente a convivência no dia a dia, inalando  e manipulando na sua remoção sem os devidos cuidados deste  veneno.

 

Espero estar contribuindo com este pequeno artigo alertando a sociedade diante deste fato. Mas não para aí, porque não é o único problema que a odontologia, tida como moderna, causa à saúde sistêmico, tema que serão ressaltados em outros artigos.

 

Dr. Rosário Casalenuovo Júnior, é diretor Clínico do Instituto Machado de Odontologia, Presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT). Contato: rosá[email protected]

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Rosário Casalenuovo Júnior

A corrida contra minha morte

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Agora é pra valer, próximo de 60 anos, os exercícios que faço, as corridas, os treinos na academia, no cross fit, têm agora um adversário sem escrúpulo, um adversário que é juiz da partida ao mesmo tempo. Já pensou? O cara é meu adversário, que apita a partida, tem o cartão amarelo e o verrrrmelho no bolso. Pior que tenho a consciência que um dia serei expulso do jogo para sempre.

Faço esta analogia pois fui desde criança, apaixonado pelo esporte, participei de atletismo na cidade de Presidente Prudente-SP, treinado pelos professores da família Ronque, Furtunato (Natinho) e Douglas. Meus adversários eram garotos como eu, fui jogador de voleibol também, jogando até a faculdade de odontologia na mesma cidade.

Mesmo depois de não ter mais times, nunca parei de praticar esporte. Pois existia em mim a cultura desportiva. Que é uma consciência onde passamos a jogar contra a si mesmo, contra a preguiça, desprezar a sedução do sofá, da televisão. Como não participava de times como na juventude, passei a ter eu próprio como adversário. Digo que os jovens tem a obrigação de serem atletas, não tem desculpa. Está tudo propício, energia, hormônios, disposição, tempo, cabeça sem problemas. Nada de desculpas, pois até mesmo atletas cadeirantes, deficientes visuais, como especial neuro ou físico, estão nas olimpíadas, onde o Brasil é vencedor. Portando jovens, vamos levantar do sofá e partir para gastar energia.

Jogadores de futebol profissional são jovens ou até mesmo trintões e depois que param alguns engordam, param de praticar exercícios regularmente, isto representa que não existia nele a cultura desportiva. Pra mim começa a valer o esporte depois de 50 anos, pois aí estamos competindo para se manter saudável, disposto e vivo. A corrida é um bom medidor do envelhecimento pelo fato de manter uma constância, em velocidade e em percurso, onde se mede o tempo e o grau de cansaço. A cada década de corrida, estes medidores vão se alterando, tempo aumenta, percurso reduz, de 21, para 15, 10 Km “tá bom”. Já corri com idosos de 80 anos, 10 Km. Isso me deu uma esperança, um grande incentivo para desmistificar esta década.

A cultura desportiva é o mais importante de desenvolver na consciência dos nossos filhos, pois assim estarão sempre lutando contra a “marvada “da preguiça que acentua nas regiões mais quentes como Cuiabá.

Veja como o adversário vai mudando com o tempo, lutava com unhas e dentes para ganhar dos outros, depois vencer a mim mesmo e dos 60 para frente, me distanciar do meu fim, correndo dele. Agora é pra valer como nos jogos mortais. Mas sabe que é divertido essa brincadeira de verdade? Estou gostando desse jogo da vida. E você, qual seu adversário hoje?

*Rosário Casalenuovo Júnior é dentista, professor de odontologia há 30 anos, músico e articulista dos principais jornais de Mato Grosso. Cristão, atleta, pai de Pedro e Giovanna.

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Rosário Casalenuovo Júnior

Maior parte de casos de desvio da coluna tem origem na boca

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Qualquer dente que se perca, até mesmo os de leite, pode desviar a mandíbula (maxilar inferior) e com isto formar uma escoliose na criança. A escoliose é o desvio da coluna na vista frontal do corpo é tida como idiopática (sem causa definida), porém a odontologia funcional estuda há anos as interferências da boca sobre o corpo e constata que a boca é o causador mais influente da curvatura da coluna.

Segundo Bernard Bricot, que é um fisioterapeuta francês de renome internacional, uma autoridade no assunto, autor do livro Posturologia, o corpo possui 4 captores (regiões ou órgãos que influenciam na postura). Coclea (labirinto ou de se dá o equilíbrio), olhos, boca e pés. Todos devem estar com seu plano paralelo entre si e paralelos ao solo. Porém a boca é a mais vulnerável e também influente.

Ainda que com todos os dentes, uma simples mordida cruzada é o suficiente para causar alteração na coluna. Por isso, sou contra a ortodontia que busca descruzar a mordida  com aparelhos, sem levar em consideração que as funções que causarão as alterações nos dentes. Assim como o sapato torto é porque o pé pisa torto, então o que deve ser corrigido não é o sapato, mas sim as funções do corpo como a marcha e a postura.

Os dentes são posicionados pelas funções, então o que deve ser corrigido não são os dentes, mas sim as funções da boca que quando em desequilíbrio, estas que causam os encurtamentos dos músculos do pescoço (escalenos, esternocleidomastóide, trapésio). Nos casos de dores de cabeça, testa ou nuca e até os ombros, tendem a aparecerem no lado mais funcional, assim como a compressão da ATM (articulação da boca), podendo alterar o labirinto e ouvido causando labirintite, perda auditiva e zumbido.

Certa vez, escrevi um artigo onde destaquei os males que a ortodontia causa nas crianças porque estão em crescimento e os aparelhos travam, contem e desequilibram o crescimento dos ossos e músculos da face.

A influência muito sutil de uma restauração na proporção de um grão de areia no dente de uma criança simplesmente altera o modo de mastigar ocorrendo um desvio na boca que leva a um domínio mastigatório de apenas um lado da boca, que influencia nos músculos do pescoço do lado da mastigação causando encurtamento nestes músculos e levando a escoliose ou seja o desvio da coluna, mudando o centro de gravidade da cabeça em relação ao corpo, com isto a pelve (quadril) se desloca também para compensar a mudança da cabeça ocorrendo assim o desvio do plano da pelve em relação ao solo, ou melhor se instala o não paralelismo dos planos do corpo em relação ao plano horizontal do solo, um lado da pelve fica mais alto e o lado mais baixo deixa a perna mais comprida em relação ao chão e com isso esta perna sofrerá um encurtamento torcendo o pé e fazendo o joelho dobrar levemente concluindo assim a alteração postural por compensação causada por uma simples restauração no dente da infante levando o corpo inteiro mudar seu centro de gravidade e alterar até os pés.

Praticamente todos os adultos possuem uma alteração postural causada pela boca, pois raramente alguns deles não precisou fazer intervenção em dentes ou até mesmo a extração. Portanto quando levar uma criança ao dentista o objetivo maior não deve ser tratar dos dentes, mas sim EQUILIBRAR AS FUNÇÕES DA BOCA QUE SÃO RESPIRAÇÃO, DEGLUTIÇÃO E MASTIGAÇÃO. Dentes devem ser preservados, mas isto é muito pouco. É o mínimo. A partir de 3 anos existe recurso sem uso de aparelho ortodôntico que trata de todas estas funções em uma ou duas seções. Então pais, a partir de agora, leve seus filhos ao dentista para equilibrar sua postura e as funções corpóreas.

Dr. Rosário Casalenuovo Júnior, é Diretor Clínico do Instituto Machado de Odontologia; Co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; Presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT); Membro da Academia Libero-Latino-Americana de Disfunção Crâneo-mandibular e Dolor Facial; Membro da Academia Libero Latino Americana de Estética Médica e Interdisciplinar. Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM; Formação no Conceito Castillo Morales de Reabilitação; Autor do Conceito Arquitetura da Face; Autor do Conceito Ortodontia Funcional e Estética.

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