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LEVANTAMENTO DO SINDIMED

112 médicos de MT estão infectados com novo coronavírus

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Dois médicos morreram de Covid-19 em Mato Grosso e há registro de 112 infectados desde o início da pandemia, segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso(CRM).

E como as unidades de saúde, tanto públicas como privadas, não conseguem organizar um fluxo adequado para o atendimento aos casos de pacientes com sintomas de Covid-19, o quadro de médicos e outros profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente deve ser ainda pior.

“O quadro deve se agravar já que os médicos estão atendendo pacientes em salas sem ventilação adequada para diminuir a transmissibilidade do vírus, consultórios com janelas que muitas vezes dão para corredores dentro do próprio estabelecimento de saúde, isso tudo torna as unidades de saúde um lugar “perigoso”, muito insalubre”, alerta o diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso(Sindimed/MT) Adeildo Lucena.

Em reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, CRM e outros sindicatos nesta segunda-feira(29), o Sindimed discutiu-se a ideia de se atender pacientes em tendas que teriam a ventilação necessária para evitar que mais profissionais de saúde e pacientes que buscarem atendimento médico nas unidades de saúde se contaminassem propagando ainda mais o Covid-19.

“Outra sugestão é se colocar equipes para monitorar os pacientes. E seria necessário que realmente o poder público disponibilizasse os medicamentos ([vitamina D, zinco, prednisona, ivermectina, Azitromicina,, nitazoxamida, Enoxaparina e hidroxicloroquina)para as pessoas independente da classe social ou de ter o atendimento na UPA ou em um hospital para tratar no início impedindo que o quadro se agrave para evitar novas internações, já que estamos com 94% da taxa de ocupação de UTIs em Mato Grosso, um colapso. Não é só atender e medicar. Se faz necessário acompanhar os pacientes suspeitos ou já confirmados. A coordenação dos cuidados é muito importante para se antecipar o agravamento dos casos. Com uma coordenação adequada isso pode ser feito na atenção primária, que dispõe de profissionais competentes e comprometidos. Só precisam de proteção e condições de trabalho. Médicos têm, o que falta é gestão. ”, sugere Adeildo.

Ele ainda expos que o Sindicato recebeu denúncias de médicos que estão na linha de frente de combate ao Covid-19  que os pacientes têm voltado aos consultórios afirmando que não estão encontrando os medicamentos.

“Nenhuma unidade de saúde de Cuiabá possui os medicamentos e não tenho notícias que já existiram alguma vez. Tem muitos médicos prescrevendo precocemente esses medicamentos, mas os pacientes não encontram nem nas farmácias. Quando muito conseguem mandando manipular”, afirma Adeildo Lucena, diretor de Comunicação do Sindimed.

O Sindimed alerta que se medidas não forem tomadas, a população vai sofrer mais ainda, visto que um médico a menos na linha de frente gera mais lentidão no atendimento e lotação nas unidades de saúde.

“Esse é  o momento de pensar em diminuir a transmissão, não podemos deixar a população sem atendimento, mas os profissionais de saúde não podem trabalhar infectados e se tornarem vetores do Covid-19. Nós nos formamos para salvar vidas, mas não deixamos de ser humanos suscetíveis a esse vírus como qualquer pessoa”, desabafa o médico do Sindimed.

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MT tem 43 mortes nas últimas 24 h e bate novo recorde de óbitos

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Tchélo Figueiredo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (02.07), 18.356 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 706 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

As 43 mortes mais recentes envolveram residentes de Cuiabá, Paulo Ramos (MA), Sorriso, Pontes e Lacerda, Sinop, Várzea Grande, Barra do Garças, Ipiranga do Norte, Rondonópolis, Nobres, Cáceres, Nova Santa Helena, Primavera do Leste e Juína.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (4.342), Várzea Grande (1.396), Rondonópolis (1.341), Sorriso (796), Lucas do Rio Verde (714),  Primavera do Leste (696), Tangará da Serra (686), Sinop (493), Nova Mutum (487), Pontes e Lacerda (444), Campo Verde (376), Confresa (318), Cáceres (314), Barra do Garças (246), Colíder (236), Campo Novo do Parecis (226), Querência (215), Sapezal (205), Peixoto de Azevedo (182) e Jaciara (175).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

Nas últimas 24 horas, surgiram 968 novas confirmações no Estado.

A área técnica ainda esclareceu que foram corrigidas 13 ocorrências de duplicidade no sistema.

Além disso, um caso anteriormente notificado em Confresa foi reposicionado para Santa Cruz do Xingú, município de residência do paciente.

Dos 18.356 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.002 estão em isolamento domiciliar e 6.985 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 226 internações em UTI e 299 em enfermaria.

Isto é, a taxa de ocupação está em 94,2% para UTIs e em 43,9% para enfermarias.

Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 51% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49% masculino; além disso, 4.946 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos.

O documento ainda aponta que um total de 20.784 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.423 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios.

Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Nesta quinta-feira (02), o Governo Federal confirmou 1.496.858 casos da Covid-19 no Brasil e 61.884 óbitos oriundos da doença.

No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 60.632 óbitos e 1.448.753 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus.

A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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Advogado representa empregadores da América Latina na OIT

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A recuperação produtiva e as condições de trabalho nas Américas e no Caribe foi o tema discutido na reunião realizada na manhã desta quinta-feira (2/7) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O advogado de Cuiabá, Alexandre Furlan, atual vice-presidente da Organização Internacional dos Empregadores (OIE) para a América Latina, participou do evento junto com membros de entidades de todos os países das Américas.

Durante o encontro, Furlan apresentou alguns números atualizados da pandemia no mundo e na regional da OIT que abrange a América Latina e o Caribe.

“Entre idas e vindas, alguns países do continente estão saindo lentamente do isolamento social. Em outros, no entanto, a situação segue agravando-se. Em nível global, temos mais de 500 mil mortos e superamos 10 milhões de pessoas infectadas pela Covid-19. Na América Latina e Caribe, já são mais de 110 mil óbitos registrados, com uma estimativa de 2,6 milhões de contagiados.”

Ele ressalta que o impacto econômico e social causado pela pandemia é devastador. “Temos os irreparáveis danos causados pelas vidas perdidas. Agora começam a chegar as informações que demonstram as questões econômicas e os dados também são bem preocupantes.”

Em abril, o Banco Mundial fez um prognóstico de queda de 4,6% no PIB em nossa região. Entretanto, há uma semana, o Fundo Monetário Internacional subiu esse índice, prevê uma queda de 9,4%, com uma perda de mais de 510 bilhões de dólares. “Segundo dados da OIT, a taxa de desemprego no fim de 2019 era de 8,1% na América Latina e Caribe. A projeção era de crescimento de até 5 pontos percentuais. Agora, empresas de todos os tamanhos no continente lutam para manter os empregos e não fechar as portas”, disse.

Alexandre Furlan falou aos participantes que, do ponto de vista dos empregadores, a reativação da economia e consequente reconstrução das empresas deverá ser um trabalho coletivo e irá requerer um esforço extraordinário. “Cada semana que passamos sem atividade econômica custa algo em torno de meio ponto percentual ao PIB de nossa região. Uma situação insustentável tanto para os empregados quanto para os empregadores”, frisou.

O vice-presidente da OIE para a América Latina falou aos participantes que a solução para os graves efeitos sociais da economia começaram a surgir por iniciativa das organizações de empregadores, mas agora é necessário uma iniciativa governamental. “Iniciamos com propostas concretas aos governos para reduzir os danos aos empregos e manter os postos de trabalho. No início da crise esse foi o principal papel dos empregadores, assegurar a saúde das pessoas e preservar os empregos. Agora chega um momento em que as empresas precisam de um suporte direto para continuarem a existir, principalmente as pequenas e médias empresas.”

A médio e longo prazo, Furlan acredita que a retomada da geração de emprego e renda surge da oportunidade única que a sociedade tem para refletir e desenhar uma estratégia para reduzir a informalidade a partir de um enfoque integral e baseado em incentivos. “Não se trata somente de pensar em subsídios passageiros. É preciso incrementar a produtividade da economia global construindo uma comunidade de negócios que possibilite o desenvolvimento empresarial e a geração de oportunidades de emprego. Se a América deseja sair dessa crise com chances reais de seguir adiante, proponho que a OIT, junto com as organizações de empregadores e trabalhadores unam esforços em torno desses temas.”

No final, o representante da Organização Internacional do Empregadores na América Latina reforçou que a mudança começa com ações efetivas do setor governamental. “Os governos podem fazer muitas coisas pelo setor privado no sentido de melhorar a produtividade e as formas de suporte para os negócios. Precisam investir em infraestrutura, logística, inovação científica e tecnológica, fomento ao comércio, melhoria na gestão digital do setor público, na qualidade da educação de modo geral, em possibilitar à população acesso a serviços públicos de qualidade. Esses são recursos sociais que não atendem diretamente as empresas , mas que contribuem para o aumento da produtividade global. Com eles, o setor produtivo fica mais competitivo e pode cumprir uma de suas fundamentais vocações: gerar emprego e riqueza nas Américas.”

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Emanuel Pinheiro anuncia rodízio de carros para conter disseminação da covid-19

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Assessoria

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou, há pouco, que a Capital passará a adotar a partir de segunda-feira (6) até o dia 20 de julho o rodízio de veículos que se dará da seguinte forma:

I – Veículos com placas final 1, 3, 5, 7 e 9 trafegarão nos dias ímpares;

II – Veículos com placas final 0, 2, 4, 6 e 8 trafegarão nos dias pares;

§ 1º O sistema de rodízio disposto no presente artigo não se aplica:

I – aos domingos e feriados;

II – aos veículos oficiais devidamente identificados;

III – Ambulâncias;

IV – Veículos utilizados nos serviços funerários;

V – Veículos utilizados para entrega de produtos via sistema delivery, devidamente identificados;

VI – Veículos utilizados no transporte público coletivo municipal;

VII – aos taxis e veículos utilizados por motoristas de transporte remunerado privado individual de passageiros, devidamente credenciados e identificados.

§ 2º O não atendimento do disposto no presente artigo, sujeitará os infratores as penalidades previstas na Lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro.

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